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Caro Proprietário de Farmácia de Manipulação


A notícia anexa, sob o tíuto "Vigilância Sanitária quer restringir lista de remédios manipulados", demonstra bem o delicado momento que atravessa, mais uma vez, o setor magistral.

Companheiros: é mais do que a hora de nos unirmos e apoiarmos prá valer as entidades que nos representam profissional e empresarialmente. Todos nós que estamos acompanhando o desenrolar da discussão em torno da CP1, coordenada pela diretoria técnica da Vigilância Sanitária Estadual, têm-se mantido apreensivo com o rumo que o assunto vem tomando. É de se estranhar, por exemplo, que o grupo constituído para o que deveria ser uma discussão técnica do assunto em termos de agregar crescente qualidade ao produto magistral, e que portanto diz respeito especificamente às farmácias de manipulação, tenha em sua quase totalidade, excetuando-se os funcionários da própria ANVISA, pessoas de diversos entidades que, direta ou indiretamente, representam os interesses da indústria farmacêutica, cuja posição contrária aos interesses magistrais fica cada vez mais evidente. É claro que esse pessoal, representantes da indústria farmacêutica, exercem uma forte influência no que vier a ser o resultado final do trabalho desse grupo, do qual, como já dissemos, o setor magistral está em absoluta minoria.

Portando, como já vimos enfatizando há tempos, se quizermos ter um setor magistral mais forte, mais respeitado e mais ouvido, temos que mudar nossa atitude passiva diante dos problemas que enfrentamos e, proativamente, apoiarmos as entidades que nos representam para que, assim, possam elas estar fortalecidas e em condições de levar adiante a importante e árdua tarefa de atuar, com eficácia, na luta e na defesa dos nossos interesses.

Além disso, podemos formar grupos de proprietários para visitar os parlamentares de nossa cidade, informando-os da importância da atividade que desenvolvemos para a nossa comunidade, quer em termos da saúde das pessoas, quer em termos da geração de empregos diretos e indiretos, quer ainda em termos de pagamentos de impostos, taxas e contribuições. Vamos pedir a eles parlamentares que expressem esse apoio através de iniciativas junto às autoridades, tais como Governador do Estado, Prefeito, Secretário de Saúde, Órgãos da Vigilância Sanitária, Comissões de Saúde das Câmeras Municipais e Estaduais, etc. Podemos, ainda, estreitarmos nossos relacionamentos com as autoridades sanitárias no sentido de com elas efetuarmos parcerias verdadeiras para contribuir com sua difícil missão de farmaco-vigilância. Podemos ampliar nosso relacionamento com a imprensa local para que esta promova institucionalmente a importância de nossa atividade e as vantagens do produto manipulado, particulamermente quanto ao agregado de valor constituído pela atenção farmacêutica. E, sobre tudo, devemos crescentemente buscar a qualidade de nossos processos produtivos, não porque seja isso uma exigência fiscalizatória, mas sim porque o que fazemos mexe com o bem maior dos indivíduos: a sua saúde. Companheiros: precisamos, indivivual e coletivamente, agir e mostrar para todos que a qualidade é o nosso principal insumo e que a nossa atividade, embora atividade econômica, presta relevantes e fundamentais serviços à comunidade em que estamos inseridos.

Companheiros: nosso dever, de cada um, individual e coletivamente, é agir somando iniciativas que fortaleçam a imagem e importância da atividade magistral.

Enquanto acharmos que os problemas e dificuldades do setor magistral não são da nossa conta, seremos sempre vistos, institucionalmente, como empresários de segunda classe.

Léo de Vincei Russo - presidente

  R. Doutor Diogo de Faria, nº 40 - Vila Clementino
  CEP: 04037-000 - São Paulo - SP
  Fone: 0xx11 5579.6794
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