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A união faz a força! ou... A união faz a força?

 

Desde que o Homem existe na face da terra, não importa lá a quanto tempo, ele certamente se deu conta, entre tantas outras coisas, de duas realidades determinantes: Primeira, que a vida está sempre a oferecer ameaças e oportunidades; e, segunda, que uma e outra se diferem muito mais do que seu evidente significado. Empresarialmente falando, embora o acesso às oportunidades seja possível a muitos, a prática revela que poucos são por elas beneficiados. As oportunidades de mercado, como regra geral, são identificadas por poucos e aproveitadas apenas por alguns. Já as ameaças de mercado têm, quase sempre, um caráter e um efeito mais coletivo, independentemente se, individualmente, as havíamos identificado ou não. Os benefícios ou vantagens advindos do aproveitamento das oportunidades são, quase sempre, futuros. Mas as conseqüências danosas das ameaças são sempre mediatas ou imediatas. Diante de uma oportunidade de mercado o empresário pode, sozinho, fazer quase tudo. Nas ameaças de mercado, porém, via de regra, o empresário sozinho quase nada pode fazer.

E quando falamos da nossa atividade empresarial -a menos que sejamos um monopólio ou parte de um oligopólio- o aproveitamento das oportunidades, envolve, sempre, sentimento perceptivo, ação rápida e  criativa e senso de nossas capacidades. Aproveitar bem uma oportunidade é, quase sempre, um ato empresarial individual e quanto menos empresas nos imitarem, tanto melhor. Já o enfrentamento das ameaças exige racionalidade, postura preventiva, consciência de nossas limitações individuais e, portanto, senso da força do coletivo. O combate eficaz às ameaças é, sempre, ato plural, de toda as empresas e empresários  do setor. Ao contrário das oportunidades, nas  ameaças empresariais quanto mais empresas concorrentes estiverem unidas e envolvidas, mais aumenta, obviamente, nossa chance de sucesso.

Foi com essa percepção e sob esse pano de fundo que, em outubro de 2001 (no clima da RDC 33 e de otras cositas mas), proprietários de farmácia de manipulação do Estado de São Paulo, a grande maioria deles farmacêuticos magistrais, houveram por bem criar o SINFARMA  Sindicato das Farmácias de Manipulação do Estado de São Paulo . Deram, em verdade um exemplo de proatividade, bom senso e coragem. Sabíamos, desde aquele início, que teríamos muitos desafios a vencer, mas também sabíamos que, para enfrentarmos os problemas e adversidades que têm caracterizado o nosso setor nos últimos anos, era, como de fato é, fundamental construirmos uma entidade empresarial forte e independente, conhecedora das nossas particularidades e especificamente voltada para a defesa dos justos interesses dos proprietários de farmácia de manipulação no Estado de São Paulo. Tinha-se a consciência de que no empreendimento chamado farmácia de manipulação, tal como ele é hoje uma comunhão de  atividade farmacêutica com atividade empresarial, os objetivos técnico-profissional e empresarial são convergentes e mutuamente dependentes, embora cada deles possa ter atributos e propósitos próprios em relação ao foco principal.

Nesse sentido, é de particular importância compreender que a ação do SINFARMA, uma entidade sindical patronal, claramente definida em Lei, não conflita e nem substitui a de outras entidades, como por exemplo as entidades técnico-profissionais, e nem as iniciativas destas substituem a existência e atuação do SINFARMA, já que, em tese pelo menos, devem elas terem propósitos específicos direcionados para suas respectivas vocações. Pensar ou agir de forma diferente, somente gera dicotomia de foco e dispersão de recursos, ambos totalmente negativos para as entidades e para os que pretendem representar. Devem elas, isto sim, como conjuntos complementares, agir sinergeticamente, unindo esforços no bem comum do setor magistral, seja ele técnico-farmacêutico ou seja ele empresarial.

Igualmente importante é entender e não ter dúvidas que o SINFARMA é entidade sindical patronal específica de farmácias de manipulação no Estado de São Paulo, cuja ação, em todas as suas frentes, está voltada para a defesa dos interesses da farmácia de manipulação, no Estado de São Paulo, e de seus proprietários enquanto empresários e empreendedores.

Afinal, numa sociedade empresarial de livre mercado, onde a indústria farmacêutica -...e alguns outros-  não morre de amores pela nossa atividade, e num setor, como o nosso, sob enorme controle normativo-operacional do Estado, onde  os Órgãos de Vigilância Sanitária  buscam suprir a deficiência de sua estrutura fiscalizatória com uma severa rigidez regulatória, é mais do que certo que, aliado a um bom e qualificado trabalho, precisamos de muito mais força para sermos respeitados.

E essa força somente virá com a efetiva união de todos em torno das entidades que atuam no nosso interesse.

 Sem nenhuma dúvida a união faz a força! ...e faz também a diferença.

                                     

                                        Léo de Vincei Russo      presidente

 


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