Não se ganham batalhas, lutando sozinho
Quando veio a conhecimento dos proprietários de farmácia de manipulação no Estado de São Paulo que Secretaria da Saúde estadual, através da sua diretoria técnica, estava "colocando no ar", ainda que em forma de Consulta Pública, sua pretensão de impedir às farmácias magistrais a manipulação de grande número de princípios ativos, além de impedir também a manipulação dos chamados produtos estéreis -com o que simplesmente "manda-se para o espaço" um pedaço inteiro da nossa atividade - houve, o que é mais do que justo, uma rápida e ressonante mobilização dos proprietários do setor. Parece que, finalmente, despertamos em cada um de nós a consciência da fragilidade de nossa atividade em relação ao poder de fogo da autoridade sanitária.
Aqui no Sindicato, por exemplo, recebemos dezenas de ligações e e-mails, todos protestando veementemente contra mais uma atitude arbitrária e enormemente prejudicial aos legítimos interesses do nosso setor. Neles, farmacêuticos e não farmacêuticos, proprietários, ergueram a voz e fizeram coro, uníssono, em torno da preservação do nosso sagrado direito de existir, de servir a comunidade com o nosso trabalho e, assim, podermos nos realizar pessoal e profissionalmente.
E nossa mobilização não parou aí. Sob a coordenação deste Sindicato conseguimos, em apenas 3 dias, mais de 7 mil assinaturas de apoio às farmácias de manipulação, que foram entregues à Vigilância Sanitária Estadual, juntamente com o nosso pedido de revisão dos pontos da Consulta Pública 1 que apresentavam evidentes prejuízos às farmácias de manipulação no Estado de São Paulo.
Demos, sem dúvida, uma demonstração de que somos capazes de, com união e determinação, defendermos nossa atividade contra agressões e ameaças.
Mas a luta está apenas começando. Mais do que importante, é mesmo vital que estejamos, todos, vigilantes na defesa dos nossos interesses.
E umas da formas de fazer isso, talvez a melhor delas, é nos unirmos, pra valer, em torno das entidades que nos representam e estão prontas a nos defender.
Afinal, sem nenhuma única exceção, todos os setores que conseguem ser ouvidos tiveram que, primeiramente e antes de tudo, se unir em torno de objetivos comuns. E isso se consegue somente através de entidades fortes e representativas.
Quem quiser, pode conferir: setor respeitado é obtido com sindicato forte.
Pense nisso!
Léo de Vincei Russo - presidente
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